Consumo de Carne e o Risco de Câncer  
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Origem: PLoS.org

Consumo de Carne e o Risco de Câncer

 

Jeanine M. Genkinger, Anita Koushik*

Fundos: Os autores não receberam um financiamento específico para esse artigo.

Interesses de Competição: Os autores declararam que não existem interesses de competição.

Citação: Genkinger JM, Koushik A (2007) Consumo de Carne e Risco de Câncer. PLoS Med 4(12): e345 doi:10.1371/journal.pmed.0040345

Publicado: 11 de dezembro de 2007

Direitos Autorais: © 2007 Genkinger e Koushik. Esse é um artigo de acesso livre distribuído sob os termos da Licença de Atribuição de Criação Comum, que permite uso irrestrito, distribuição, e reprodução em qualquer suporte, desde que o autor original e a fonte sejam creditados.

Abreviações: AARP, anteriormente conhecida como Associação Americana de Pessoas Aposentadas; FFQ, questionário de freqüência de alimento; NIH, Institutos Nacionais de Saúde Jeanine M. Genkinger estão no Departamento de Oncologia, Divisão da Genética do Câncer e Epidemiologia, Centro de Câncer Abrangente Lombardi, Universidade de Georgetown, Washington, D. C., Estados Unidos da América. Anita Koushik está no Departamento de medicina social e preventiva, Universidade de Montreal, e Centro de Saúde das populações, Centro de pesquisa do CHUM, Montreal, Quebec, Canadá.

*A quem a correspondência deve ser endereçada. E-mail: anita.koushik@umontreal.ca

        Estes autores contribuíram igualmente para este trabalho.


A grande variação internacional em taxas de incidência de câncer, junto com descobertas de estudos migrantes, sugere que fatores ambientais como dieta estão associados com risco de câncer. O consumo de carnes, como bovina, varia 3 vezes através do mundo – o consumo é mais alto em países desenvolvidos (23 Kg/cabeça) comparado com países menos desenvolvidos (6 kg/cabeça) [1]. Baseado no trabalho de Richard Doll e Richard Peto em 1981, foi estimado que aproximadamente 35% (variação 10%-70%) de câncer pode ser atribuído à dieta, similar em importância à contribuição do fumo para o câncer (30%, variação 25%-40%) [2].

O consumo de carne em relação ao risco de câncer tem sido informado em mais de centenas de estudos epidemiológicos de muitos países com diversas dietas. A associação entre consumo de carne e risco de câncer têm sido avaliada olhando ambos os agrupamentos amplos de consumo de carne total, e também categorizações mais finas, especialmente consumos de carne vermelha, que inclui boi, carneiro, porco, e vitela, e também mais especificamente carnes processadas, que inclui carnes conservadas ao salgar, defumar, ou curar.

Embora a associação de câncer e consumo de carne pode ser parcialmente explicada por dietas com alta energia ou alta gordura (“ocidentalizado”), de grande interesse é um possível papel evidente de componentes potencialmente cancerígenos que são encontrados em carnes, incluindo componentes N-nitroso, aminas heterocíclicas, ou hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Componentes N-nitroso são grandes produtores de poderoso carcinógeno em modelos animais e inclui nitrosaminas, que exigem ativação metabólica para ser convertido para uma forma carcinogênica, e nitrosamidas, que não exigem ativação. Similarmente, aminas heterocíclicas são classificadas como agentes mutagênicos e carcinógenos animais [4-8]. Estes componentes e outros presentes em carnes (sais, nitratos, nitritos, aço heme, gordura saturada, estradiol) foram teorizados para aumentar a síntese de DNA e o crescimento celular, aumentar fatores de crescimento como insulina, afetar o metabolismo hormonal, promover dano de radical livre, e produzir aminas heterocíclicas carcinogênicas [9-16], todos os quais podem promover o desenvolvimento de câncer.

Artigo de Pesquisa Ligado

Esse artigo Pesquisa em Tradução discute o seguinte novo estudo publicado em PLoS Medicine:  

Cross AJ, Leitzmann MF, Gail MH, Hollenbeck AR, Schatzkin A, et al. (2007) Um estudo prospectivo do consumo da carne vermelha e processada em relação ao câncer. PLoS Med 4(12): e325. doi:10.1371/journal.pmed.0040325

Usando dados de um grande estudo de grupos, Amanda Cross e colegas perceberam que ambos os consumos de carne vermelha e processada estavam positivamente associados com cânceres do colo reto e pulmão.

Câncer Colorretal

A malignidade mais extensivamente estudada em relação ao consumo de carne tem sido o câncer colo retal. Em estudos ecológicos, correlações entre consumos de carne per capita internacionais e incidência de câncer do cólon (r > 0.85) e taxas de mortalidade (r > 0.70) tem sido altas [17,18]. Semelhantemente, riscos de câncer colo retal aumentados em relação a ambos os consumos de carne vermelha e processada foram observados em estudos de controle de caso e cohorte. Uma revisão de 1997 desses estudos, patrocinados pelo Fundo de Pesquisa do Câncer Mundial e o Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer, concluíram que o consumo de carne vermelha provavelmente aumenta o risco de câncer colo retal [19]. Um consenso semelhante foi informado pelo Painel do Câncer de Cólon na conferência de consenso Organização de Saúde Mundial [20] e o Grupo de Pesquisa na Dieta e Câncer do Comitê sobre Aspectos Médicos do Alimento e Política de Nutrição. [21]. Em recentes meta-análises do câncer colo retal que incluíram estudos publicados até 2005 [22-24], associações resumidas indicaram que consumos de carne vermelha estavam associados com 28%-35% de riscos aumentados enquanto carnes processadas estavam associadas com riscos elevados de 20%-49%.

Outros Tipos de Câncer

Além disso, um grande número de estudos examinou a associação entre consumo de carne e risco de câncer de estômago. Em uma recente meta-análise, associações positivas foram observadas entre consumo de carne processada e risco de câncer de estômago, ainda que os resultados do controle de caso contra os estudos cohorte eram heterogêneos [25]. Menos estudos com menos associações consistentes foram informados para cânceres da bexiga [26,27], mama [28,29], endométrio [30], glioma [31], pâncreas [32-34], próstata [35], e célula renal [36]. Há ainda menos pesquisa sobre a associação entre consumo de carne e cânceres do pulmão [37,38], esôfago [39], cavidade oral [40,41], ovário [42-44], cérvix [45], e fígado [41]. A maioria dos estudos examinando essas áreas tem sido controle de caso, e alguns dos estudos anteriores careciam de ajuste para o consumo de energia ou índice de massa corpórea, dois potenciais chave que confundem.

Um Novo Estudo de Múltiplos Locais de Câncer

Nessa edição da PLoS Medicine, Amanda Cross e colegas apresentam suas descobertas de um grande estudo cohorte prospectivo na associação entre consumo de carne vermelha e processada e câncer em várias áreas [46]. Suas análises são baseadas nos prospectivos Institutos Nacionais da Saúde (NIH)-AARP (anteriormente conhecido como Associação Americana de Pessoas Aposentadas) Estudo da Dieta e Saúde e inclui quase 500,000 homens e mulheres nos Estados Unidos, entre os quais mais de 53,000 incidentes de câncer ocorreram.

Para câncer colo retal, um risco aumentado em 24% com o consumo de carne vermelha de 62.5 g/1000 kcal e um risco aumentado em 20% com o consumo de carne processada de 22.6 g/1,000 kcal foi observado entre ambos homens e mulheres, que é semelhante em importância para os riscos relativos resumidos observados em meta-análise anterior [22-24]. Os pesquisadores também descobriram que consumos elevados de carne vermelha estavam significativamente associados com riscos elevados de 20%-60% para cânceres de esôfago, fígado, e pulmão. Para carnes processadas, um risco elevado de 16% de câncer de pulmão foi observado. Consumo de carne vermelha e processada estava associado com um elevado risco de câncer pancreático em homens apenas.

Os resultados da NIH-AARP Estudo da Dieta e Saúde confirmaram descobertas anteriores para câncer colo retal. Porém, uma associação positiva com câncer de estômago, que tem sido vista na maioria das vezes em investigações de controle de caso, não foi observada no Estudo da Dieta e Saúde NIH-AARP. Riscos relativos para câncer de estômago foram primeiramente nulos em estudos cohorte anteriores comparado a estudos de controle de caso, e assim os resultados do Estudo da Dieta e Saúde NIH-AARP para câncer de estômago são consistentes com anteriores estudos cohorte.

Cinco Contribuições-Chave na Área

Larsson et al, 2006 [22] Uma meta-análise de estudos epidemiológicos de carne e câncer colo retal que usaram um plano prospectivo, que é menos suscetível à cancelamento e influência de seleção.

Larsson et al., 2006 [25] Uma revisão completa qualitativa e quantitativa de estudos de controle de caso e cohorte sobre câncer de estômago, com um foco no consumo de carne processada, que pode conter altos níveis de componentes cancerígenos comparada a outras carnes.

Missmer et al., 2002 [28] Nesse estudo, consumo de carne e risco de câncer de mama foram examinados combinando os dados principais originais de oito estudos cohorte prospectivos, permitindo à análise de várias exposições e subgrupos de população. Uma análise combinada é menos suscetível à influência de publicação comparada à meta-análise da literatura publicada.

Sinha R (2002) Uma abordagem epidemiológica ao estudo de aminas heterocíclicas. Mutat Res 506–507: 197–204. Esse artigo descreve o desenvolvimento de uma base de dados para estimar consumos de aminas heterocíclicas, um potencialmente importante contribuidor para a associação entre carne e risco de câncer, dos dados do questionário de freqüência de alimento.

Sinha R, Norat T (2002) Cozimento de carne e risco de câncer. IARC Sci Publ 156: 181–186. Uma visão geral da associação entre carne e risco de câncer, com uma ênfase especial sobre técnicas de cozimento.

No estudo de Cross e colegas, elevado consumo de carne estava positivamente associado com risco de câncer do pulmão, fígado, esôfago, e pâncreas, semelhante às descobertas de alguns [32,37–40,47–52] mas não todos [33,41,53–58], anteriores estudos de controle de caso e cohorte. Uma associação inversa com câncer endometrial foi observada no Estudo da Dieta e Saúde NIH-AARP, que está em contraste com a associação positiva informada na recente meta-análise por Elisa Bandera et al. [30]. Essa meta-análise foi baseada em 16 estudos de controle de caso, entre os quais cancelamento e influência de seleção não podem ser rejeitados.

Vantagens e Desvantagens do Novo Estudo

A investigação NIH-AARP é baseada em informação dietética prospectiva de alta qualidade obtida usando um válido questionário de freqüência alimentar (FFQ) com 124 itens [59]. A análise foi conduzida usando apenas linha de partida cobertura de dados recentes de consumos FFQ; assim, mudanças em consumos de carne e outros nutrientes ao longo do tempo, assim como padrões de consumo durante a vida, não puderam ser avaliados no estudo NIH-AARP. Além disso, porque o estudo NIH-AARP mediu o consumo adulto de carne vermelha e processada, ele pode não ter capturado o tempo de exposição relevante para carcinogênese, que pode ter ocorrido na infância, adolescência, ou fase adulta precoce.

Apesar de tudo, nesse estudo, a dieta foi medida antes para o diagnóstico de câncer; assim, um diagnóstico de câncer não teria influenciado o relatório de consumo de carne, minimizando o potencial de tendência de cancelamento. Além disso, o potencial de influência de seleção foi minimizado à medida que a percentagem do acompanhamento cohorte estava muito alta (mais de 95%). Além disso, a investigação NIH-AARP é baseada em medida prospectiva de alta qualidade de outros importantes fatores ambientais (por exemplo, fumo, índice de massa corpórea), um longo período de acompanhamento (8.2 anos), e um grande número de casos de câncer. Por causa do grande tamanho da população, o Estudo da Dieta e Saúde NIH-AARP foi possível previamente analisar vários raros locais de câncer, incluindo cérebro, laríngeo, linfoma não- Hodgkin, pancreático, faríngeo, renal, e tireóide. A grande variação no consumo de carne vermelha e processada entre a população NIH-AARP permitiu a examinação desses específicos locais de câncer serem conduzidos com relativamente poder suficiente, assim adicionando muito à falta de literatura prospectiva atual sobre esses cânceres raros.

Ao interpretar as descobertas de estudos de consumo de carne e câncer, deve ser notado que indivíduos que consomem uma dieta elevada em carne vermelha e processada tipicamente também consomem grandes quantidades de alimentos como manteiga, batatas, grãos refinados, e laticínios com gordura elevada, todos os componentes de uma dieta ocidentalizada [60]. Assim o consumo de carne vermelha e processada pode não ser somente responsável pelo elevado risco de câncer. Além disso, consumo de carne está geralmente correlacionado com elevados consumos de energia [61,62] e obesidade [63], portanto residuais confusos podem estar presentes. A pesquisa direcionada a entender como alimentos e nutrientes interagem para promover ou prevenir carcinogênese pode fornecer uma melhor compreensão de potenciais caminhos etiológicos e pode explicar algumas das variedades de resultados publicados.

Próximos Passos na Pesquisa

Mais conhecimento seria obtido de pesquisa examinando diferenças em particulares subtipos de cânceres específicos. Por exemplo, diferentes histologias ou sublocais de câncer, como cânceres de mama receptor-negativo-de-estrógeno ou cânceres gástricos cardíacos, podem estar mais fortemente associados com risco alimentar ou fatores preventivos. Semelhantemente, variação de risco de acordo com genótipos específicos em locais polimórficos, por exemplo em genes envolvidos no metabolismo de componentes carcinogênicos na carne, pode adicionar mais para nossa compreensão do papel do consumo da carne no risco de câncer.

Em adição à investigação de consumos de itens de alimento ou grupos (ou seja, carne vermelha e processada), uma pesquisa futura deve também examinar nutrientes particulares contidos na carne (por exemplo, ferro) ou componentes carcinogênicos (por exemplo, aminas heterocíclicas, nitrosaminas) que são criadas como um resultado de certas técnicas de cozimento, particularmente entre os mais raros e menos estudados cânceres. Outros fatores, como criação de animal e práticas de alimentação (esteróides sexuais exógenos são usados em animais criados na fazenda nos Estados Unidos e banidos na indústria da agricultura na União Européia), também pode contribuir para risco de câncer [64,65]. Poucos estudos examinaram essas práticas em suas análises, que pode explicar um pouco da inconsistência em resultados através de estudos.

Conclusão

Em resumo, consumo de carne vermelha e processada parece estar positivamente associado com risco de câncer de cólon e reto, esôfago, fígado, pulmão, e pâncreas em um novo, grande estudo cohorte dos EUA de 500,000 homens e mulheres. Porém, esse estudo forneceu pouco apoio para uma associação com outros locais de câncer. Diretrizes alimentares atuais recomendam selecionar carnes magras, baixa-gordura, ou sem-gordura [66], assim promovendo consumo limitado de carnes vermelhas e processadas. Geralmente, os fatores de riscos mais fortes para o câncer nos EUA são fumo e obesidade [67]. Porém, entender a complexa interação da dieta com fumo e obesidade, e como alimentos específicos e nutrientes são metabolizados, pode fornecer mais pistas na etiologia e, mais importante, a prevenção de câncer.

Referências

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